viagens pela paisagem que me é próxima e interior, viagens por filmes, viagens de aquém e além mar

.pesquisar

 

.viagens recentes

. Pele - o filme

. Os Sonhadores - o filme

. Ellektra - o filme

.arquivos

. Setembro 2012

. Março 2012

. Outubro 2011

. Julho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Maio 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Agosto 2008

. Junho 2008

. Março 2008

. Dezembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

blogs SAPO

.links


Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

Pele - o filme

E o próximo filme, no Domingo, pelas 16:00, chama-se PELE.

Realizador: Fernando Vendrell
Actores: Daniela Costa, Francisco Nascimento, Manuel Wiborg
Classificação: M/12
POR, 2006, Cores, 102 min.


Lisboa, 1972. Olga tem uma vida fácil, no seio de uma família abastada. Estuda na universidade, frequenta as festas da alta sociedade, joga ténis e passa lânguidas tardes à beira da piscina com as suas amigas. Mas ela sabe que é diferente: a sua pele não é branca. Olga depara-se com este desconforto progressivo, mas prefere ignorá-lo. Só que quando o seu pai regressa de Angola, após 20 anos passados no estrangeiro, o seu mundo de conforto e fantasia começa a esboroar-se. Olga já não sabe quem é ou de onde vem. Começa então a sua viagem de descoberta de identidade e liberdade. Olga envolve-se com outras pessoas, com outras formas de viver e com o teatro. E como actriz, compreende que a luta das emoções e das memórias começa na pele.


publicado por mq às 15:24

link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 9 de Novembro de 2006

Os Sonhadores - o filme

É já no próximo Domingo, pelas 16:00, que será exibido no Teatro Angrense, inserido no Ciclo de Cinema do CAH - Cine Angra do Heroísmo, o filme Os Sonhadores.

De: Bernardo Bertolucci
Com: Michael Pitt , Eva Green , Louis Garrel , Anna Chancellor , Robin Renucci , Jean-Pierre Kalfon
EUA/França/Itália/Grã-Bretanha, 2003, Cores, 115 min
Género: Drama
Classificação: M/16

 

 

Sinopse

Deixados sozinhos em Paris enquanto os pais partem de férias, Isabelle (Eva Green ) e o seu irmão gémeo Theo Louis Garrel ) convidam um estudante, Matthew Michael Pitt ), um jovem americano, a ficar no seu apartamento. Mas nada é inocente e os seus destinos vão interligar-se a partir desse momento. O casal de gémeos quer iniciar a sua emancipação sexual, mas precisam de alguém que os ajude, e Michael acaba por ser usado como um inocente: Theo quer que ele o separe da sua irmã e Isabelle quer que ele a separe do seu irmão.

A crítica de João Lopes
O texto seguinte foi publicado no jornal Diário de Notícias, a 6 de Maio de 2004.

O primeiro tango em Paris
Bernardo Bertolucci fez o filme que, para além de polémicas e equívocos, se consolidou na história do cinema como uma espécie de crónica terminal sobre as ilusões seculares do amor e a insondável ambiguidade dos corpos e dos sexos: «O Último Tango em Paris» (1972). Com «Os Sonhadores», ele regressa a Paris para ajustar contas com as raízes de tudo isso. Maio de 68? Sim, sem dúvida. Está lá tudo: os estudantes, as greves, as barricadas, as cargas da polícia. Mas está também algo que confere um sentido outro a tudo isso: o amor do cinema.

Isto porque o realizador italiano, um dos primeiros a assumir a herança da Nova Vaga francesa (lembremos o emblemático «Antes da Revolução», rodado em 1964), consegue essa coisa rara e preciosa que é filmar a cinefilia como uma verdadeira filosofia de vida. Claro que as citações, essa doença infantil de todo o bom cinéfilo, também lá estão. Há mesmo uma sequência de inacreditável desafio poético que consiste em reencenar a cena da corrida dentro do Louvre pelos protagonistas de Bande à Part » (1964), de Jean-Luc Godard . Em todo o caso, o essencial joga-se na dimensão mais íntima do próprio olhar cinéfilo. E aí, Bertolucci sabe filmar os seus três jovens protagonistas (frequentadores obsessivos da Cinemateca Francesa) como personagens para quem os filmes, mais do que representações da vida, são genuínas experiências existenciais que marcam todo o seu comportamento, desde o fluxo abstracto das ideias até à evidência crua, mas ainda poética, dos gestos do amor.

Daí o fascinante paradoxo formal de «Os Sonhadores». Por um lado, este é um filme fabricado a partir das componentes mais vulneráveis da memória; por outro lado, há nele uma vontade de realismo que reage, implicitamente, contra as ilusões "naturalistas" dos nossos tempos televisivos. Bertolucci conseguiu a proeza de filmar a matéria dos sonhos, não como uma hipótese "lírica" de redenção, antes como permanente convulsão do amor, do desejo e da carne. É aí, nesse país sem nome, que se dança o tango das origens.


BERNARDO BERTOLUCCI sobre o filme
"Os jovens não sabem nada sobre 68. É como se tivesse existido uma grande censura e acho que isso é completamente de loucos. Porque mesmo que tenha sido um falhanço dos sonhos revolucionários, 68 foi incrivelmente importante para a mudança do comportamento das pessoas. Tudo mudou. Em Itália, as pessoas costumavam ser multadas por se beijarem na rua! Os miúdos de hoje, que tomam a sua liberdade como certa, não sabem que muito disso foi conquistado em 68."
(...)
"Havia uma grande esperança nos jovens que nunca antes fora vista, e que também nunca mais se veria. A tentativa de mergulhar no futuro e na liberdade foi fantástica. Foi a última vez que algo tão idealista e tão utópico aconteceu. (...) «Os Sonhadores» são um lembrete, como uma peça de música ou um raio de sol repentino. É um lembrete de um período em que uma geração inteira acordou pela manhã com expectativas incríveis. Talvez porque vejo os jovens de hoje melancólicos com o futuro, quero lembrá-los de um tempo em que o futuro era positivo.”


publicado por mq às 15:09

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006

Ellektra - o filme

Inserido no Ciclo de Cinema organizado pela CAH - Cine Angra do Heroísmo, será projectado no próximo sábado, 21, pelas 16:00, no Teatro Angrense, a curta metragem VIOLA DA TERRA e o filme ELLEKTRA, do realizador belga Rudolf Mestdagh.

 

Sinopse
Depois de um trágico acidente, várias pessoas perdem o seu dom natural. Debaixo do misterioso nome ELLEKTRA, em mensagens SMS, uma jovem reúne estas pessoas e procura consolá-las.

Por causa destes acidentes fatais, 5 pessoas perdem o seu amor à vida. Um DJ fica surdo, uma perfumista perde o odor, todos perdem o sentido da sua vida, incluindo Sam. A filha de Sam morreu depois de um trágico acidente de carro e a mãe tornou-se toxicodependente, mas ao encontrar a misteriosa Ellen (de 16 anos de idade), ela ganha um novo alento. Pouco a pouco, Sam reconhece que o destino de Ellen é ajudar as pessoas.

As perdas de uns podem compensar os dons de outros. Juntos crescem mais fortes e dão um novo rumo às suas vidas.

Evocando outros filmes negros como “Amores Perros” e “Magnólia”, inspirado nos pesadelos poéticos ao jeito de Lynch, no romantismo tragicómico de Jeunet e nas personagens caricatas/surpreendentes de Almodôvar, eis o mundo surrealista de Ellektra.

ELLEKTRA nos festivais
Distinguido com 9 prémios nos festivais internacionais de Avanca, B-M New York, Cyprus, Syracuse e Southampton, ELLEKTRA foi também exibido nos festivais de Ghent, Saarbrucken, Slamdance, Malibu, Moscovo, St. Petersburg, Calgary, Edmonton, Bogotá, Mil Valley,...

Ficha Técnica
Realização: Rudolf Mestdagh
Intérpretes: Gert Portael, Axelle Red, Matthias Schoenaerts, Cathérine Kools, Serge Henri Valcke, Han Kerckhoffs
Bélgica, 2004
Género: Comédia dramática
Duração: 103 min.
Classificação: M/12


Rudolf Mestdagh

Produtor, realizador e argumentista, Mestdagh nasceu em Bruxelas em 1965.
Estudou produção e realização na Academia do Filme de Bruxelas e literatura e argumento na Universidade Livre de Bruxelas.

A sua formação de produção passou ainda pelo Media Business School e pelo EAVE, ambos integrantes do programa comunitário Media Plus.
Fundou duas companhias de produção, das quais a “Cosmokino” é a responsável pelo seu filme “Ellektra”, longa-metragem distinguida no AVANCA’05.

As suas primeiras curtas-metragens valeram-lhe várias distinções, nomeadamente “Robokip” que integrando a selecção oficial, terminou distinguida com o “Platteauprize” para a melhor curta-metragem do Festival de Cinema de Cannes em 1993. Entre outros festivais, os seus filmes foram premiados em Oakland, Columbus, Rochester, Mons e Bruxelas.

Também os seus filmes publicitários foram premiados, nomeadamente com a “Bronze World Medal” do “New York Advertising Festival” e “shortlisted” em Cannes.
Nos últimos anos, Mestdagh tem estado envolvido na co-produção de vários projectos internacionais de longa-metragem.

 


publicado por mq às 15:19

link do post | comentar | favorito