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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2006

Crianças invisíveis - o filme

É já no próximo domingo, no Teatro Angrense, pelas 16:00. A não perder!



Crianças Invisíveis é uma colectânea de sete curtas-metragens, dirigida por cineastas de prestígio internacional, que narram, através da sua perspectiva pessoal, histórias únicas sobre as condições de vida das crianças na região do mundo de que são originários. Os cineastas são Medhi Charef (África do Sul), Emir Kusturica (Sérvia - Montenegro), Spike Lee (Estados Unidos), Katia Lund (Brasil), Jordan Scott e Ridley Scott (Inglaterra), Stefano Veneruso (Itália) e John Woo (China).

Este filme, feito para beneficiar a UNICEF e o Programa Mundial de Alimentação, tem como tema a vivência das crianças desde o Burkina Faso à Cina, desde as favelas do Brasil a Brooklyn nos Estados Unidos, passando pela Europa. Os realizadores doaram o seu trabalho e tiveram total liberdade artística. A canção dos créditos finais, "Teach me again", é interpretada por Elisa e Tina Turner.

Tanza, Ciro, Uros, Bilu, João e Song Song são alguns dos jovens protagonistas do filme. As suas histórias, falam em nome de milhões de crianças que não têm direito a um nome ou a um rosto: histórias de violação dos direitos humanos, má nutrição e pobreza, mas também de crianças que anseiam por um futuro melhor, mesmo sendo trabalhadores ilegais, crianças forçadas a entrarem nas guerras dos adultos ou jovens vítimas da epidemia da SIDA.

O filme dá voz a essas crianças, tornando-as visíveis e, ao mesmo tempo, comunicando os seus sentimentos e histórias na primeira pessoa. Todas estas diferentes histórias se referem a problemas actuais das crianças. O filme ilustra, de maneira expressiva, a capacidade que as crianças têm para enfrentar, com esperança e força, até as situações mais difíceis.

Milhões de crianças são privadas dos seus direitos pela exploração e pela guerra. Três milhões de crianças em todo o mundo passam fome. Mais de 100 milhões nunca frequentaram uma escola. Crianças Invisíveis é um filme inteiramente dedicado a essas crianças.

Tanza, de Mehdu Charef, com Adama Bila e Elysee Rouamba, retira o seu nome do herói do filme, um rapaz de 12 anos que se alista num exército de lutadores pela liberdade;

Blue Gypsy, de Emir Kusturica, com Uros Milovanović e Dragan Zurovac, conta a história de um jovem cigano prestes a sair de um reformatório;

Jesus Children of America, de Spike Lee, com Hannah Hodson, Rosie Perez e Andre Royo, conta a luta de uma adolescente de Brooklyn que descobre ser a filha seropositiva de um casal de toxicodependentes;

Bilu & João, de Kátia Lund, com Vera Fernandes e Francisco Anawake de Freitas, retrata um dia na vida de duas crianças com espírito de iniciativa, nas ruas de São Paulo;

Jonathan, co-dirigido por Jordan Scott e Ridley Scott a partir de um argumento do primeiro, com David Thewlis, Kelly MacDonald e Jack Thompson, descreve a vida de um repórter fotográfico, cuja desesperada necessidade de escapar ao seu tormento pessoal o permite regressar à sua infância;

Ciro, de Stefano Veneruso, com Daniele Vicorito e Emanuele Vicorito, é a história de um jovem a viver entre o crime e as brincadeiras próprias da sua idade, nos bairros pobres de Nápoles;

Song Song & Little Cat, de John Woo, com Zicun Zhao, Ruyi Qi e Bin Wang, segue o laço muito especial entre um órfão sem dinheiro e uma jovem rica mas perturbada.



Título original: All the Invisible Children
Realização: Mehdi Charef; Emir Kusturica; Spike Lee; Kátia Lund; Jordan Scott; Ridley Scott; Stefano Veneruso; John Woo
Género: Drama
Duração:116 min.
Itália; França, 2005, M/12

Prémios: Festival de Veneza, Secção Venezia 62; Festival d Toronto - Selecção Oficial; Prémio Roberto Rossellini 2005

 


publicado por mq às 21:30

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Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

Pele - o filme

E o próximo filme, no Domingo, pelas 16:00, chama-se PELE.

Realizador: Fernando Vendrell
Actores: Daniela Costa, Francisco Nascimento, Manuel Wiborg
Classificação: M/12
POR, 2006, Cores, 102 min.


Lisboa, 1972. Olga tem uma vida fácil, no seio de uma família abastada. Estuda na universidade, frequenta as festas da alta sociedade, joga ténis e passa lânguidas tardes à beira da piscina com as suas amigas. Mas ela sabe que é diferente: a sua pele não é branca. Olga depara-se com este desconforto progressivo, mas prefere ignorá-lo. Só que quando o seu pai regressa de Angola, após 20 anos passados no estrangeiro, o seu mundo de conforto e fantasia começa a esboroar-se. Olga já não sabe quem é ou de onde vem. Começa então a sua viagem de descoberta de identidade e liberdade. Olga envolve-se com outras pessoas, com outras formas de viver e com o teatro. E como actriz, compreende que a luta das emoções e das memórias começa na pele.


publicado por mq às 15:24

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Quinta-feira, 9 de Novembro de 2006

Os Sonhadores - o filme

É já no próximo Domingo, pelas 16:00, que será exibido no Teatro Angrense, inserido no Ciclo de Cinema do CAH - Cine Angra do Heroísmo, o filme Os Sonhadores.

De: Bernardo Bertolucci
Com: Michael Pitt , Eva Green , Louis Garrel , Anna Chancellor , Robin Renucci , Jean-Pierre Kalfon
EUA/França/Itália/Grã-Bretanha, 2003, Cores, 115 min
Género: Drama
Classificação: M/16

 

 

Sinopse

Deixados sozinhos em Paris enquanto os pais partem de férias, Isabelle (Eva Green ) e o seu irmão gémeo Theo Louis Garrel ) convidam um estudante, Matthew Michael Pitt ), um jovem americano, a ficar no seu apartamento. Mas nada é inocente e os seus destinos vão interligar-se a partir desse momento. O casal de gémeos quer iniciar a sua emancipação sexual, mas precisam de alguém que os ajude, e Michael acaba por ser usado como um inocente: Theo quer que ele o separe da sua irmã e Isabelle quer que ele a separe do seu irmão.

A crítica de João Lopes
O texto seguinte foi publicado no jornal Diário de Notícias, a 6 de Maio de 2004.

O primeiro tango em Paris
Bernardo Bertolucci fez o filme que, para além de polémicas e equívocos, se consolidou na história do cinema como uma espécie de crónica terminal sobre as ilusões seculares do amor e a insondável ambiguidade dos corpos e dos sexos: «O Último Tango em Paris» (1972). Com «Os Sonhadores», ele regressa a Paris para ajustar contas com as raízes de tudo isso. Maio de 68? Sim, sem dúvida. Está lá tudo: os estudantes, as greves, as barricadas, as cargas da polícia. Mas está também algo que confere um sentido outro a tudo isso: o amor do cinema.

Isto porque o realizador italiano, um dos primeiros a assumir a herança da Nova Vaga francesa (lembremos o emblemático «Antes da Revolução», rodado em 1964), consegue essa coisa rara e preciosa que é filmar a cinefilia como uma verdadeira filosofia de vida. Claro que as citações, essa doença infantil de todo o bom cinéfilo, também lá estão. Há mesmo uma sequência de inacreditável desafio poético que consiste em reencenar a cena da corrida dentro do Louvre pelos protagonistas de Bande à Part » (1964), de Jean-Luc Godard . Em todo o caso, o essencial joga-se na dimensão mais íntima do próprio olhar cinéfilo. E aí, Bertolucci sabe filmar os seus três jovens protagonistas (frequentadores obsessivos da Cinemateca Francesa) como personagens para quem os filmes, mais do que representações da vida, são genuínas experiências existenciais que marcam todo o seu comportamento, desde o fluxo abstracto das ideias até à evidência crua, mas ainda poética, dos gestos do amor.

Daí o fascinante paradoxo formal de «Os Sonhadores». Por um lado, este é um filme fabricado a partir das componentes mais vulneráveis da memória; por outro lado, há nele uma vontade de realismo que reage, implicitamente, contra as ilusões "naturalistas" dos nossos tempos televisivos. Bertolucci conseguiu a proeza de filmar a matéria dos sonhos, não como uma hipótese "lírica" de redenção, antes como permanente convulsão do amor, do desejo e da carne. É aí, nesse país sem nome, que se dança o tango das origens.


BERNARDO BERTOLUCCI sobre o filme
"Os jovens não sabem nada sobre 68. É como se tivesse existido uma grande censura e acho que isso é completamente de loucos. Porque mesmo que tenha sido um falhanço dos sonhos revolucionários, 68 foi incrivelmente importante para a mudança do comportamento das pessoas. Tudo mudou. Em Itália, as pessoas costumavam ser multadas por se beijarem na rua! Os miúdos de hoje, que tomam a sua liberdade como certa, não sabem que muito disso foi conquistado em 68."
(...)
"Havia uma grande esperança nos jovens que nunca antes fora vista, e que também nunca mais se veria. A tentativa de mergulhar no futuro e na liberdade foi fantástica. Foi a última vez que algo tão idealista e tão utópico aconteceu. (...) «Os Sonhadores» são um lembrete, como uma peça de música ou um raio de sol repentino. É um lembrete de um período em que uma geração inteira acordou pela manhã com expectativas incríveis. Talvez porque vejo os jovens de hoje melancólicos com o futuro, quero lembrá-los de um tempo em que o futuro era positivo.”


publicado por mq às 15:09

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Terça-feira, 7 de Novembro de 2006

Praia da Vitória



Em período de pouquíssimo tempo para vos contar mais sobre as minhas viagens, deixo-vos aqui uma foto da minha cidade natal, onde se pode fazer umas excelentes férias.



publicado por mq às 11:24

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Quinta-feira, 2 de Novembro de 2006

Finisterre - o filme

Finisterre , Onde Termina o Mundo é o filme a ser exibido no próximo sábado, 4 de Novembro, no Teatro Angrense, pelas 16:00.



  Título Original
: Finisterre »
  De: Xavier Villa Verde
  Com: Nancho Novo, Enrique Alcides, Chete Lara e Geraldine Chaplin
  Origem: Espanha, 1999
  88 minutos
  drama

 

Mário e Berto vivem com a mãe, nostalgicamente ligados às ruínas da velha Combi em que os pais um dia chegaram à Costa da Morte, na Galiza, sonhando partir um dia à procura do pai ausente. Inesperadamente, Mário parte e apenas reencontra o irmão, quando este sai detrás das grades para uma "condicional" em que toda a sua vida irá mudar, sem retorno possível. Laura será como que uma ponte entre os dois irmãos, como que um testemunho passado por Mário a Berto , mantendo viva a frágil ligação entre os dois.


A crítica de Falco Fernandes

Berto, Mario e Laura, numa caminhada que nos leva de Finisterra a Lisboa, com passagem por Madrid, eis a proposta de Xavier Villaverde, realizador galego que assina aqui o seu terceiro trabalho, depois de Tacón, em 1982 e Continental, sete anos depois.

Nancho Novo, Elena Anaya e Enrique Alcides dividem entre si os crédito de um filme duro, trasbordante de imagens vigorosas e belas, por onde também passa Geraldine Chaplin, na mãe dos dois rapazes, abandonada da Costa de le Muerte, onde tudo começa e irá inapelavelmente terminar.

Caminhada marcada pela ausência do patriarca, supostamente a monte algures na América Latina, mas afinal esquecido da família, na pacata cidade de Lisboa, ali a dois passos de um outro extremo europeu, de um outro "fim do mundo"...

Visceralmente urbano, o filme de Xavier Villaverde reafirma o vigor do cinema galego, quase desconhecido entre nós, a despeito das fortes ligações entre a região autonómica espanhola e sobretudo o norte do nosso país, pese embora alguns esforços de entidades portugueses e galegas no sentido de uma aproximação, como é caso das federações de cineclubes.



publicado por mq às 17:29

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