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Quinta-feira, 31 de Agosto de 2006

Diário da Costa Rica – Dia 12 (a caminho do Pacífico)(15)



Novamente a via de “calhau batido” que desejaria ser uma estrada, serpenteando serra abaixo até ao Pacífico, uma pausa para o pequeno-almoço do motorista e uma paragem junto ao rio Tarcoles para apreciar os crocodilos que lá em baixo, enormes, gordos, feios, se banham nas águas com a sua cor.

Hoje instalo-me num hotel diferente do dos restantes companheiros de viagem. A reserva tardia assim o impôs. É junto ao Parque Manuel António e à praia cheia de americanos prostrados na areia a fotografarem o pôr-do-sol.

A partida está cada vez mais próxima. Não me apetece regressar.

 


publicado por mq às 21:15

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Diário da Costa Rica – Dia 11 (Santa Elena/Monteverde)(14)

Andar em pontes suspensas por cima de grande parte das copas das árvores tem o seu toque de magia, sentimo-nos com super poderes . A “floresta das nuvens”, neste caso tropical, mas à semelhança do que temos nos Açores, faz-me sentir em casa – a humidade no ar, o verde da vegetação, o silêncio interrompido pelos pássaros ou riacho.

Pode dizer-se que é um investimento colossal o que foi feito em Santa Elena Monteverde no que respeita às estruturas suspensas em ferro para que possamos apreciar mais de perto a fauna e flora.

Ainda mais impressionante é a rede de cabos que permitem o "Sky Trek ”, que consiste passarmos de uma árvore a outra, pendurados, em alturas muito elevadas e a distâncias que atingem os 700 m. Como seria bom sermos super-homens.

Mas, à medida que chegamos aos parques e lugares mais turísticos, vemos aumentar o número de pessoas e reduzir o de animais. Apreciamos, então, cada vez mais, a selva de Samay .


publicado por mq às 13:04

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Quarta-feira, 30 de Agosto de 2006

Diário da Costa Rica – Dia 10 (Desportos radicais)(13)

A manhã foi dedicada aos desportos radicais na garganta do rio Branco – rappel, escalada, slide, canopy, Tarzan swings, via ferrata, pontes e muito boa disposição.


Os termos em inglês carecem de tradução mas a influência do inglês na língua portuguesa é de tal forma que me fico pelo idioma de Sua Majestade.

Para se chegar a Santa Elena são necessárias várias horas de estrada de pedra batida em péssimo estado. Esta serpenteia pela serra acima por entre pastagens, pequenas aldeias e alguma vegetação. São 34 km penosos que só serão perdoados se as actividades previstas compensarem (Skywalk – um sistema de pontes suspensas na “floresta das nuvens”).


publicado por mq às 10:46

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Terça-feira, 29 de Agosto de 2006

Diário da Costa Rica – Dias 8 e 9 (Rincón de la Vieja)(12)

Fazenda de Guachipelin . São 57 quartos dispostos lado a lado em 3 lotes. As portas para o grande corredor sob o alpendre e as enormes janelas são já o conhecido estilo que se vai repetindo ao longo dos diversos lodges por onde passámos. O chão em tijolo permite que entremos sem grandes preocupações com as botas carregadas de terra ou lama. Estes lodges dão quase sempre para jardins ou mesmo para a floresta, onde podemos observar os animais que por ali surgem.


  

 

Não contava com uma fazenda tão grande no que respeita ao número de quartos e aos consequentes enorme restaurante, recepção e bar, parece que já foi há muito tempo que estivemos sós em Samay , no meio da selva, afinal o paraíso na Costa Rica não é só para nós. À medida que nos deslocamos para os parques mais conhecidos, vamos ao encontro de mais turistas e de maior concentração de gente nos respectivos hotéis e parques naturais. Como fugir-lhes?

Quando entramos no portão da fazenda guardado por um vaqueiro não temos a noção da grandiosidade e variedade de propostas de actividades que nos é proporcionado. O portão está descuidado num ferro enferrujado pelo tempo. O guarda pergunta-nos quem somos, descarrega o nome da agência na lista das entradas para hoje e deixa-nos seguir.

A viagem até aqui durou mais de 3 horas, com paragem para almoço, por caminhos quase sempre em mau estado de conservação. Alguns não viram nunca alcatrão, outros necessitam que lhes tapem uns buracos.

A fazenda ocupa uma área de 1600 hectares, sendo 700 destes de floresta, 325 encontram-se em reflorestação e os restantes são de pastagem para as mais de 300 vacas de leite e dezenas de cavalos. Confronta com o Parque Nacional Rincón de la Vieja , ao qual se pode aceder a cavalo, tal como nós fizemos. A égua que me escolheu, quero acreditar que assim foi pela cumplicidade e entendimento que se estabeleceu entre nós, chamava-se Moura e gostava de liderar o grupo. Após a ida até ao parque, onde caminhámos durante 2 horas por vegetação densa, riachos e poças de lama de origem vulcânica, regressámos novamente a cavalo e, com mais confiança, foi possível cavalgar por entre pastos e algumas das vacas.




publicado por mq às 16:51

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Segunda-feira, 28 de Agosto de 2006

Diário da Costa Rica – Dia 7 (La Fortuna/Vulcão Arenal)(11)

La Fortuna tinha outro nome até 1968, ano em que o vulcão Arenal decidiu entrar em actividade e fez daquele lugar uma fortuna. A meia dúzia de casas de um sítio que não constaria do mapa turístico foi substituída por hotéis com spas, que aproveitam as águas termais existentes, lojas de souvenirs, restaurantes, postos de internet, etc., a parafernália comum  onde abundam os turistas.


(Mais tarde apercebi-me que teria sido o local ideal para fazer compras – as T-shirts custam menos 50% que no aeroporto, talvez seja por isso que não trouxe nenhuma.)

O vulcão todos os dias deita cá para fora lava que é bem visível quando está escuro e não há nuvens a rondar-lhe o cume – é pouco, temos de estar atentos, mas não é comum proporcionarem-nos fogo de artifício à noitinha, por mais fraquinho que possa ser, acompanhado de ruídos vindos das entranhas da Terra. Entretanto, pudemo-nos banhar nas 16 piscinas aquecidas entre 39ºC e 67ºC do hotel Baldi – aqui só colocámos mesmo um dedo do pé.

É em La Fortuna que se regista uma das minhas piores refeições de sempre, mas que se registe também que foi excepção. O estabelecimento serve refeições 24 horas por dia e é natural que o cozinheiro estivesse cansado.


publicado por mq às 20:20

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Diário da Costa Rica – Dia 6 (Boca Tapada) (10)

O Homem não tem feito mais nada ao longo da sua existência do que tentar imitar a natureza. Ela dá-nos verdadeiramente tudo. Como exemplo, temos o “cabelo de senhora” com o qual o guia nos fez pulseiras para afastar os mosquitos.


E bem precisávamos. Nem todos os repelentes de insectos são eficazes. Na próxima viagem terei de ser mais cautelosa na escolha – com “30% de DEET N , N -dietilmetatoluamida), OFF ou AUTAN em regiões tropicais”.

A roupa tem igualmente que ser criteriosamente escolhida, quanto à variedade, qualidade e quantidade. As lojas de produtos desportivos dispõem já, felizmente, de muitos artigos adequados a safaris – leves, práticos e de fácil lavagem e secagem.

Hoje tivemos de usar botas de borracha de cano alto, disponibilizadas pelo lodge , uma vez que o terreno por onde caminhámos era muito lodoso e com muitas cobras. Infelizmente, não vimos nenhuma.

De tarde, voltámos à selva (5 km2 de terra privada pertencente ao dono do lodge , que foi possível preservar por ter espécies de flora que são alimento de variadas espécies de fauna), optando por fazer outro trilho. Desta vez deparámos com mais obstáculos – árvores caídas atravessadas no trilho –, e tivemos de, por fim, voltar para trás, mas foram 2 horas de pura aventura.


publicado por mq às 09:36

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Domingo, 27 de Agosto de 2006

por Alcácer

Falo-te agora das torres ocas por onde
passam as nuvens
carregadas de cinza;
das torres coloridas e brancas por onde
pára o sol
e se reflecte nas sombras;
das torres onde se escondem donzelas fugidas
ao destino
e cavaleiros andantes de guerras
adiadas.
Torres perdidas nas areias
petrificadas de Alcácer.

publicado por mq às 12:59

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Diário da Costa Rica – Dia 5 (Rio San Carlos/Nicarágua/Boca Tapada)(9)



A grama está muito molhada, não sei se por ter chovido recentemente ou se por a humidade do local a manter encharcada, o que inibe de caminhar muito com sapatilhas. As botas são efectivamente o melhor calçado para estes locais, mas de momento não me apetece calçá-las. A paisagem humanizada nos arredores do lodge é bem marcante e não me agrada assim tanto. Fizeram um jardim relvado e plantas do local como se estivéssemos num país onde se pretendesse transplantar a flora da Costa Rica. Aqui não é necessário, olha-se à volta e ela aí está no seu esplendor e densidade. Não necessitamos de um jardim dentro de outro jardim.

 

Estamos no lodge Laguna del Lagarto, junto ao rio San Carlos, propriedade de um estrangeiro de origem alemã.

As aves chilreiam nas suas linguagens peculiares. Não as sei distinguir, não estou familiarizada, mas gosto de as ouvir, de tentar perceber quantas espécies estão presentes e audíveis ao mesmo tempo.

Partimos do outro lodge (também propriedade de um alemão) pelas 7h30 e só às 16h aqui chegámos com uma única paragem para almoço. Primeiro foram 3h30 ao longo do rio San Carlos, com entrada e saída na Nicarágua, com direito a carimbo e pagamento de 9 US$,


dado que todo o rio pertence àquele país, e depois foram muitos quilómetros em carrinha de 9 lugares por caminhos de pedra entre muitas plantações com predominância para o ananás.

No rio avistámos e fotografámos 2 jacarés e outras tantas iguanas. A diversidade biológica é uma constante, a riqueza florística é de tal forma que nos entontece.


publicado por mq às 09:42

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Sábado, 26 de Agosto de 2006

Diário da Costa Rica – Dia 4 (Lagoa Nove)(8)

Na primeira noite que cá ficámos fomos fustigados com trovoada e chuva forte que batia no telhado de zinco dos quartos e não nos deixava dormir. Esta noite foi um pouco diferente – a chuva surgiu mais pela madrugada e os aguaceiros fortes tropicais espalharam-se pela manhã. O céu azul teve dificuldade em espreitar.

O dia era livre mas o grupo tinha vontade de fazer qualquer coisa. As instalações do lodge são aprazíveis e confortáveis, mas estamos limitados – a leste o mar a meia dúzia de passos, a oeste a lagoa Samay –, só podemos sair daqui de barco, como viemos, ou de canoa com a força dos braços. Depois de várias sugestões, optámos pela ida de 3 horas para sul à lagoa 9, a que se acede por uma apertada passagem.


A chuva continuou a prometer, mas verdadeiramente nunca se sabe se ou quando vai chover e não podemos ficar eternamente à espera que pare. É a época das chuvas. Fomos apanhados por 2 vezes por grossas bátegas mas valeu a pena pela experiência e pela beleza do local. Um verdadeiro paraíso. A vegetação é soberba e abundante debruçada sobre o canal. Os macacos pulam de árvore em árvore, os ruídos dos pássaros não param e avançamos pelas calmas águas escuras como se fossemos os primeiros descobridores das novas índias.


O tempo não está de secar. Como eu bem conheço este ar húmido sem aragens e céu nublado. A roupa molhada da visita à lagoa dificilmente secará antes de seguirmos viagem amanhã.


publicado por mq às 11:26

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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2006

Diário da Costa Rica – Dia 3 (a selva) (7)

Após um grande pequeno-almoço de feijão preto com arroz ( o famoso gallo pinto), indispensável na mesa dos costa-riquenhos , ovos estrelados, fruta (papaia e ananás), compotas várias, torradas, massa frita (coscorões), chá e café, fomos todos, remando na piroga, fazer uma visita à selva.


 

Carlos, o guia, conhece muito bem os trilhos e as diferentes espécies. Avista preguiças onde não as descortinamos, assim como macacos, pavões e outros animais. À noite, prometem-nos outra viagem, desta vez para vermos crocodilos e espécies que mais facilmente se vêem na escuridão, por estarem a dormir e não se incomodarem com a luz das lanternas.

Somos os únicos hóspedes deste Samay Lagoon Lodge que já viu melhores dias. A proximidade do mar, a humidade e a chuva provocam desgaste acelerado. O cheiro dos quartos, de um aroma indecifrável, com o sufoco do calor e da humidade não os tornam convidativos, mas a ventoinha de três pás no tecto alto e os mosquiteiros completam-lhe o toque de filme de época passado nas Caraíbas ou índia colonial.


Cães de raça indefinida vagueiam pelo local, mostram nas costelas bem marcadas a fome. Não sei porquê, não os alimentam. Garfield , um americano corpulento de Miami, com 60 anos, que explora o bar e o restaurante, diz que lhe deram os bichos quando eram ainda muito pequenos e que pareciam gatos.

Garfield é um cromo alto de olhos azuis , cabelos pelos ombros, praticamente todos brancos, calções e camisas de meia interior com necessidade de barrela. Tem uma forma muito directa e própria de dizer as coisas e quando lhe perguntaram se tinha filhos respondeu que tem dois – uma é médica e o outro traficante de droga. Está na Costa Rica há 16 anos, 3 em Barra del Colorado, vivendo com os macacos, como gosta de dizer.


publicado por mq às 19:25

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