. tubos
. Avaliação da qualidade na...
. jarro
. flor 2
. flor
. Martinha
. Fly fishing ou a imagem d...
. ... e o paraíso continua ...
. Blawenburg Band em Hopewe...
. Sporting vence torneio Ba...
. Alvor
. Festival de Jazz de Monte...
. Será que a crise nos veio...
. Os nossos dias voltarão a...
. Phila
. Julie & Julia - o filme, ...
Hoje foi um daqueles dias em que tive mesmo de ir dar uma volta para desanuviar antes de recolher a casa. Apesar de não estar tão bonito como durante a semana e de ter andado por lugares, à partida, pouco simpáticos, deparei-me com este órgão de tubos junto de um estaleiro e achei que poderia resultar numa foto.
Na semana de 26 de Setembro tive a grande oportunidade de participar numa visita de estudo em Straubing, Baviera, Alemanha. Classifico de grande oportunidade porque foi a primeira vez que estive numa visita da Agência Nacional PROALV - Programa Aprendizagem ao Longo da Vida e do CEDEFOP - European Centre for the Development of Vocational Training, e só posso dizer bem da sua organização, quer do apoio dado em Portugal, quer pelos organizadores em Straubing, que souberam montar um programa diversificado e muito completo.
A visita teve catorze participantes de doze países – Portugal, Espanha (2), França, Bélgica, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Estónia, Hungria, Roménia (2) e Turquia e foi composta essencialmente por:
Os participantes apresentaram o sistema de avaliação interna e externa dos seus países/regiões, assim como a organização curricular em vigor. Houve ainda oportunidade para se trocarem informações sobre os respectivos sistemas de ensino, formação e avaliação de professores e avaliação de alunos.
Apesar da diversidade de modelos de país para país, ou mesmo da inexistência de modelos de avaliação interna, nomeadamente em França e Finlândia, foi notória a aproximação de ideias nos princípios orientadores de todos os países. Foi também dado grande ênfase à sustentabilidade dos processos e à necessidade de envolvimento da comunidade escolar e ao empenhamento do dirigente da escola no processo de avaliação interna.
As visitas às escolas e assistência às aulas proporcionaram aos intervenientes um contacto directo com a realidade das escolas alemãs e as suas práticas, e foi muito gratificante para mim voltar às aulas, desta vez como assistente. Assisti a quatro aulas de Inglês de nível secundário e verifiquei que as metodologias são as que eu utilizo e que os alunos têm um grande domínio da língua Inglesa. O meu colega Espanhol, também ele professor de Inglês, ficou deveras maravilhado com a performance dos alunos e com a disciplina e silêncio que imperava nas aulas e nos corredores.
O grupo foi recebido pelo Presidente da Câmara de Straubing, também ele professor, e que nos deu uma panorâmica do trabalho realizado pela autarquia na área da educação e pelo representante do Ministério da Educação da Baviera, em Munique. Ficámos a saber que a Câmara de Straubing gasta cerca de 20% do seu orçamento na educação. À responsabilidade das Câmaras está a parte dos edifícios e equipamentos.
A parte cultural foi composta por uma visita guiada de 1 hora à cidade de Straubing; um convívio internacional com comida levada pelos participantes dos diversos países, e a apresentação de um grupo folclórico da região, a visita a uma fábrica de cerveja em Abensberg, e a visita à Festa da Cerveja em Munique, evento que não poderia passar sem a nossa presença.
Uma vez que a visita foi organizada pela Inspecção das Escolas Secundárias Profissionais da Região Leste da Baviera, a informação veiculada foi essencialmente referente a este modelo de ensino. Uma das razões para esta predominância prende-se com o facto de exclusivamente as escolas profissionais estarem de momento a usar um modelo de avaliação interna, ao contrário da avaliação externa que se realiza em todos os tipos de escolas.
Avaliação externa na Baviera
De quatro em quatro anos ou de cinco em cinco anos, cada escola é visitada pela equipa de avaliação externa do Estado da Baviera. Neste momento existem 30 equipas, formadas por 4 professores cada, que se deslocam às escolas e que durante três dias procedem à recolha de informação sobre a escola seguindo um protocolo bem definido, do qual fazem parte inquéritos, entrevistas, assistência a aulas, etc.. Os dados são depois tratados centralmente e é feito um relatório onde são apontados os pontos fortes e fracos da escola. Esse relatório é entregue ao diretor da escola, que assina um documento onde está definido o programa de melhorias calendarizado. Passados alguns anos, normalmente, dois, os serviços inspectivos verificam o progresso da escola. Se não tiver havido melhorias, as visitas à escola passam a ser mais frequentes.
A selecção das escolas é feita de forma aleatória e a escola é informada em Julho que em Outubro vai ter a avaliação externa.
Avaliação interna
A avaliação interna, no Estado da Baviera, é neste momento só feita nas escolas profissionais. Uma das razões apontadas para tal prende-se com o facto de estas escolas terem uma relação mais íntima com o universo empresarial e estarem familiarizadas com a avaliação. O modelo de avaliação é o QmbS (Qualitätsmanagement an beruflichen Schulen un Bayern – Gestão da qualidade nas escolas profissionais da Baviera) inspirado no modelo suíço Q2E. Este modelo deu origem a vários modelos de avaliação de escolas na Alemanha.
O QmbS é flexível nas escolas, que podem escolher em que áreas querem proceder à avaliação e que escolhem ou adaptam as ferramentas para o efeito. O modelo tem um guião e centra-se à volta de quatro áreas chave: Avaliação Interna, Feedback individual, Avaliação Externa, Controlo do processo.
Avaliação de professores
Os professores são avaliados de quatro em quatro anos pelo director da escola ou seu representante que assiste a uma das aulas. O docente pode obter uma de duas avaliações - lowest ou highest.
Nos últimos dois anos, foi testado um projecto-piloto em algumas escolas da Baviera e que consiste na criação de uma figura intermédia na gestão da escola, a que chamaram de “chefe intermédio”. A escola que visitámos e que está com este projecto tem seis destas figuras num universo de 65 professores, cabendo a cada um deles cerca de 10 professores, normalmente de quatro departamentos diferentes. Estes docentes têm mais poderes que os directores de departamento, uma vez que são uma chefia intermédia na directa dependência do director da escola. Muitas das questões que eram colocadas directamente ao presidente, são agora feitas directamente a estes chefes.
Uma das responsabilidades das chefias intermédias é a verificação das notas dos testes dos alunos dos respectivos professores que estão sob a sua responsabilidade e contribuir, se necessário, para a melhoria destas. Deste modo, o professor chefe assiste às aulas e toma notas sobre as mesmas. O resultado desta assistência às aulas é confidencial e só pode ser divulgado ao presidente se o professor o permitir.
Sempre vi os jarros como umas flores muito pouco comuns, muito fora do padrão, e talvez por isso os tenha colocado num patamar acima das flores ditas normais.
Foto tirada ontem no Jardim Duque da Terceira, onde já abundam as flores a anunciar a Primavera que tarda em chegar. O vento não é grande amigo de close ups, contudo as macros que tentei fazer saíram razoáveis.